Ser o que se é.
Ser é verbo e estrada.
Desde muito cedo, o olhar do outro nos atravessa. E aquela fagulha do que somos se entrelaça ao que esperam de nós. Até que, num inusitado dia, nos deparamos com a pergunta: Quem sou eu quando não há ninguém à minha volta?
É consenso que, na egrégora das relações, transformamos e somos transformados. Afinal, somos seres gregários por natureza. No entanto, é diante da nossa própria presença que as verdades derradeiras comparecem.
Estar a sós com nós mesmos tem se tornado cada vez mais difícil na era das mil ocupações e distrações. Saber quem somos nos aponta caminhos e fortalece o nosso lugar no mundo.
Saber quem eu sou me possibilita enxergar o outro e os outros em mim. É sempre um risco assumir o que se é. Ainda assim, desconheço algo mais bonito do que isso.
📝 Darlene Moura