Introversão
Introversão é uma das formas de reagir a realidade imediata. Jung, psiquiatra e psicoterapeuta suíço, percebeu em seus estudos e atuação clínica que podemos reagir de uma forma mais espontânea ou mais hesitante ao nosso meio. Ele nomeou estas atitudes como Introversão e Extroversão. No fundo todos reagimos de ambas formas, à depender da situação, mas possuímos uma atitude introvertida ou extrovertida predominante. Porém, há de se ter cuidado com os rótulos, pois a vida é cíclica e cada fase nos convida ao amadurecimento e a mudança. A introversão é a capacidade de adentrar ao mundo interno antes de responder as demandas externas. Os referenciais são os valores e as experiências pessoais diante de algo.
O introvertido é comumente confundido com o tímido, mas na psicologia não encaramos assim. O tímido tem chances de ser introvertido, mas o contrário não necessariamente. Talvez a definição que se ajuste melhor a um introvertido, seja “reservado”. Lembrando que a introversão nos fala de um indivíduo e também da cultura que ele faz parte. A cultura ocidental valoriza mais a extroversão e a cultura oriental mais a introversão. Então, fora a predisposição individual, a socialização tem o seu papel.
Além de ser uma característica de uma ou outra pessoa, a introversão surge como um apelo da vida em determinados momentos; como o puerpério (eu que o diga) o luto diante das perdas, términos, demissões, envelhecimento, adoecimento e acidentes por exemplo. E, também, diante do sublime, da contemplação, dos (re) nascimentos e dos amores. Em tudo isto comparece a introversão como uma atitude reflexiva e em certa medida poética e investigativa.
Somos pertencentes aos ciclos da natureza que se revelam fora e dentro de nós. Para mim a introversão seria como o mistério de outono e as lições necessárias do inverno.
📝 Darlene Moura